Que poder é esse?



Prestem atenção, o andar é meio “me acho mesmo”, o olhar, independente da estatura da mulher, vem sempre de cima, o sorriso finge uma timidez que quer esconder um prazer enorme de ser, estar, enfim, de incorporar uma deusa qualquer.

2010, tava te esperando!



Chegou o ano novo!

Junto com ele novos horizontes, expectativas, promessas, metas a serem cumpridas, enfim as famosas listinhas.

Pare com isso!

O que você me diz




“É tão curto o amor e tão longo o esquecer”
Paul Geraldy


Já reparou, em uma semana podemos estar podemos estar amando loucamente e depois de algum tempo, uma frase mal colocada, gestos carinhosos que se foram, um “cala a boca a boca” no lugar de um “por favor, agora não quero falar”. Enfim, de repente, o amor acaba. Você não quer mais estar ao lado daquela pessoa que um dia você nem sequer conseguia respirar sem a presença.

Porque o amor é tão curto?

Porque é tão difícil?

Então é isso?!





“O mundo é um espelho que reflete o que você vê! Você não gosta de X coisa, X coisa retribui não gostando de você”

Parece matemática, mas você acorda cinzenta e o mundo, mesmo no verão mega quente e ensolarado, está completamente cinza e fechado para você. Você pode parar e pensar, mas isso não é justo, na maioria das vezes que estou cinza tenho motivos reais para isso, seria muito mais justo o mundo colaborar para a minha melhora!

Pois é, seria justo, mas quem disse que a vida é justa desse jeito?

Era uma vez...



O texto abaixo é um trecho da matéria "Era uma vez ..." da jornalista Caroline Rizzi, traz uma entrevista comigo e com outro profissional sobre a importância das fábulas no desenvolvimento infantil. A matéria foi publicada na Revista Regional de Outubro/09

A simples atitude de ler ou contar histórias para os filhos desde pequenos é essencial para o bom desenvolvimento intelectual e emocional deles Era uma vez uma princesa chamada Cinderela, que, mesmo sofrendo com as maldades cometidas por sua madrasta e suas irmãs, descobriu que os sonhos podiam se tornar realidade se ela acreditasse que assim seria. Não muito longe dali, Chapeuzinho Vermelho, uma menina meiga e inocente, aprendia a lição de que não devia confiar em estranhos depois de ser enganada por um lobo mau. Enquanto isso, no âmbito mais rústico de uma floresta, Tarzan dava um verdadeiro exemplo de como o homem pode viver em harmonia com a natureza.

Pode parecer apenas fantasia, mas histórias como essas representam um papel importantíssimo para a sociedade que vai muito além do que simplesmente fazer criança pegar no sono. Quem afirma é Fátima Repanas, terapeuta floral, que tem especialização em comportamento humano. Ela acredita que os contos e as fábulas podem influenciar na formação do caráter de uma pessoa. “Uma criança absorve tudo o que vê e escuta como seus reais valores. Como nestas narrativas se destacam o amor, a lealdade, amizade, caridade e até mesmo humildade, ela assimila isso tudo de uma forma divertida e colorida como algo que quer ter para si”, explica.
E Fátima não é a única a pensar desta maneira. Mário Battisti, terapeuta ocupacional há 23 anos, defende que a educação pela palavra é um fundamento da vida humana. “Ao contarmos uma fábula para uma criança estamos propondo, além do desenvolvimento do vocabulário, o enriquecimento do universo interior, uma vez que, por meio de personagens, encontramos vários feixes alternativos de ação que nascem para fazer frente às barreiras que a peripécia da história apresenta”, complementa.

Em outras palavras, as histórias também podem ser tomadas como estímulos para a superação de dificuldades que surgem durante a infância. Um caso específico é o enfrentamento dos medos, tanto os comuns como aqueles que ultrapassam os limites da normalidade, gerando traumas. A terapeuta floral retoma a tese da associação que a criança faz com determinados enredos para mostrar que, conhecendo estas histórias, terá em mente que por mais problemas por quais esteja passando, haverá uma recompensa no final de tudo: a felicidade. Para Battisti, a ajuda nestes casos está principalmente no fato de que as fábulas podem dar mais fluidez ao pensamento de quem obteve o trauma. Pensamento este que, antes, havia se tornado repetitivo em razão do sofrimento.

Proporcionar a imersão no mundo dos contos pode ser, ainda, uma alternativa de tratamento para crianças com padrões hiperativos. Fátima Repanas revela que nestes casos a contação de histórias é como um treino para o aprendizado de escutar e alcançar, posteriormente, o prazer do conhecimento. Mas o terapeuta ocupacional faz a ressalva de que é preciso ter cuidado com a entonação da voz e com os estímulos visuais que são ofertados. “Essa atividade, portanto, deve ser orientada por profissionais capacitados. Ao contrário, ela pode se tornar gatilho do comportamento hipercinético e da mudança do foco de atenção”, alerta Battisti.
Para ler a matéria na integra vá para o site da revista

Novamente na Balada, e agora?




“Não fico triste quando escuto você me dizendo que nada mudou. O que mudou apenas foi a minha presença que virou ausência na tua lembrança”


Aconteceu! O amor da sua vida, ou melhor, o amor que você acreditava ser o amor da sua vida foi embora. Você o procura, mas o encontra somente nas lembranças. Você está sozinha(o)! Na sua frente uma estrada que te leva somente a dois caminhos, ou você se entrega a dor ou você reage e nasce de novo.

Vamos percorrer pela estrada do renascer. Começar de novo. Nascer de um luto terrível que é o final de um amor.
São novos amigos, novas atitudes, valores que tem que ser mexidos, lugares diferentes, enfim, é como entrar sozinha em uma mata fechada e escura, armada apenas de coragem e ir desbravando, abrindo caminho, deixando a luz entrar e não mais que de repente o que era desconhecido e te dava até certo medo ...

Você se vê ali no meio. Você olha em volta e vê pessoas ao seu redor. O lugar é totalmente novo e ...Todos te conhecem, foi até você quem indicou o lugar para ir. Você corre para o banheiro, procura desesperadamente um espelho para olhar e assustada(o) pergunta. “Mas quem sou eu?”

Você tem segundos intermináveis para descobrir que aquela pessoa no espelho do banheiro daquele lugar com toda aquela gente é você. Descobre até que ficou mais bonita(o), a pele está ótima, o celular toca e você não tem a mínima ideia de quem seja. Um contato novo de repente, e toca de novo e mais um contato. Você fala um monte, combina um montão de encontros e quando finalmente você sai do banheiro daquele lugar lotado de gente, você tem uma grande certeza, é isso ai, você está na balada e está arrasando!

O celular não para, você nunca mais passou um sábado em casa na frente da TV com um imenso saco de pipocas, um chocolate ou uma cerveja. Você dorme pouco, mas a cara está ótima, não tem a mínima ideia porque todo mundo queria que o Raj ficasse com a Maya. Afinal quem são esses?

Pois é, a tempestade passou! Tudo bem que tem o famoso “bode’ de domingo e quando você para um pouco para pensar descobre que o que você sente não é a gastrite, mas um oco no peito, estômago, sei lá. Um buraco dentro do próprio ser, é como uma fome eterna, um saco sem fundo, enfim, você sente isso só quando para e pensa em você, em si mesma (o). a gastrite ou o que quer que seja só vem forte quando você está sozinha(o), então ...

De volta pra balada! Afinal você é um sobrevivente, quando o amor se foi, o barco afundou e você que estava no meio do mar só com uma bóia furada, agora está em uma lancha super veloz. É isso, velocidade, tudo passa rápido, as pessoas, os amores, os momentos, enfim isso já se tornou normal. A “gastrite emocional” passou a conviver com você de uma maneira pacífica e você só sente pena de si mesmo quando chove.

Você começa a prestar mais atenção em tudo, começa a aprender mais sobre você mesma(o), conviver com você mesma acabou virando um prazer, seleciona melhor as baladas, descobre que um sábado em casa não vai te matar.

O celular continua tocando, mas não é sempre que você atende. O conceito de super balada pode se resumir em um encontro regado com chopp com amigos antigos, com novos amigos, enfim, você finalmente se dá conta que pode fazer a espera do “amar de novo” algo prazeiroso.

A velocidade diminui, você não precisa mais NÃO PENSAR, você até gosta de ficar um pouco na sua, ouvir você mesma, imaginar situações...

Sim, de novo na balada, na balada da vida, você sabe que ser feliz não é privilégio de poucos, procura ser feliz a cada momento e se sentir vencedora das bênçãos da vida, saber que amar e ser amado é muito bom, mas a espera não precisa ser sofrida, lacrimejante ou melancólica.

Ande na roda gigante, vá na montanha russa, pule de body jump, enfim, quando o amor chegar ele não vai encontrar alguém para salvar e sim vai encontrar alguém para somar.

Como conquistar (e manter) um amor?





“Uma das principais tarefas do amor é prestar atenção às pessoas”
(James C. Hunter)


Apenas me escute, me ouça. Não me diga como agir, me presenteie com a sua atenção, olhe realmente para mim e em silencio me faça entender, me faça sentir que - independente se concorda ou não comigo - você me ouve, está realmente prestando atenção em mim.

Depois de ler o quase apelo acima você pode pensar, mas isso é muito fácil, eu paro e escuto o que a pessoa tem a me dizer e pronto, nota 10 para mim! Totalmente errado! Ouvir o companheiro(a) de verdade vai exigir que você, por alguns instantes se esqueça de você, se desnude de egoísmo, de egocentrismo e das próprias verdades.Ouvir requer paciência, humildade e muito mais amor, interesse real pelo próximo. Isso tudo junto é extremamente difícil, você terá pensamentos não muito nobres como por exemplo: ‘Chega! O futebol começa em 10 minutos!’ ou ainda ‘Tá bom amor, mas a novela está quase no final’.

E o outro, o que quer falar fica ainda mais vazio e por incrível que pareça até culpado, afinal, tantas coisas acontecendo no mundo e eu querendo falar... Mas não é só no ouvir que demonstramos amor, mas sim no olhar o outro e perceber se hoje o riso não vem tão fácil, se os olhos estão menos brilhantes, se o beijo foi menos apertado.

Sim, a vida é a soma desses ‘pequenos’ e tão significativos detalhes. Você vai reclamar, vai dizer que tudo isso é cansativo, que é muito mais fácil sentar na frente da TV com uma geladinha nas mãos e deixar a vida rolar, fluir.

E realmente é mais fácil sim, mas quem disse que amar era fácil? Existe uma frase de uma atriz dos anos 30 (Zsa Zsa Gabor) que diz: “Vinte homens (mulheres) em um ano é fácil; um homem (mulher) durante vinte anos é o verdadeiro problema”.

Vigilância constante e uma coisa a mais, algo muito importante, apreciação pelo outro, isso mantém a paixão acesa. Quando eu me arrumo me elogie, quando eu tiro a barba repare, quando mudo a cor do meu esmalte teça um comentário, quando eu te levo a um restaurante caro e pago tudo, por favor, aproveite.

O ser humano deseja, anseia ser apreciado, sinceramente apreciado. Portanto, se você quer conquistar alguém, de verdade, você não precisa ter um carrão, nem se preocupe com a chapinha, não importa se você vai levar sua mulher em uma super-balada ou no boteco charmoso, esqueça se você está com uns quilinhos a mais, se a calça é de marca ou você esqueceu de passar batom.

Sentem-se, um na frente do outro e ...se escutem, se apreciem e ai sim, deixam a vida fluir, a química está feita, o vazio é preenchido, e que legal, você não está mais sozinho. O caminho pode ser longo, as vezes árduo mas acredite, tem alguém esperando você dar o primeiro passo, afinal, uma jornada, mesmo longa junto com alguém especial é muito mais fácil.

A amizade entre mulheres




“Eu acredito em você tanto quanto em mim mesma. Mas quanto é isso”



Eu sou uma mulher que acredita piamente na verdadeira relação de carinho, amor e amizade que envolve duas ou mais mulheres. Os homens costumam dizer: Entre mulheres não há lealdade! Mentira! Jamais acredite nisso!

Só uma mulher pode compreender outra mulher. Só uma mulher sabe o quanto é deprimente ir ao cabeleireiro apenas para cortar as pontas dos cabelos e sair de lá com um corte fashion que não combina nada com você.

Só uma mulher sabe o quanto a vida fica difícil e triste na TPM e como a euforia e a alegria voltam tão fáceis quando esses dias se vão. Só uma mulher entende a outra, por mais que existam diferenças de personalidade, caráter, vida social, enfim somos todas uma costela de Adão.

É óbvio que em um grupo de amigas existam vários tipos: a invejosa, mas engraçada, a deprimida com um coração de ouro, a fútil como ótimos programas para o final de semana, a amiga com uma orelha gigante que está pronta pra te escutar, a super-otimista que vê o lado bom em tudo, a nem tanto, a realista que é quase uma chata mas não sabe disso, as amigas para sempre, aquelas que só de estar perto já ficamos bem. Posso ficar aqui falando vários tipos para sempre. O ser humano é muito complexo e as mulheres então ...

Existem dias em que somos todos os tipos acima e muitos mais, mas o que realmente eu quero dizer é que, mesmo que você tenha uma amiga, que nem é tão amiga, pois às vezes ela te inveja ou critica, acredite, vai ter um momento em que só ela vai te entender, apenas pelo simples fato de ser mulher.

Quando você tem uma amiga você não se sente um ser isolado no universo, elas, ou ela vai compreender que salgar a comida no primeiro jantar que você faz para o seu namorado novo pode ser muito engraçado para ele, mas é uma verdadeira tragédia para você. Ele não consegue entender porque você está tão triste, chorando, afinal foi apenas um jantar. Mas a tua amiga vai entender, vai entender que você fracassou bem no momento que você tinha que mostrar para ele que nasceu para cuidar dele.

Fracasso! Sabemos que tudo isso é exagerado, nós mulheres somos assim, temos esses delírios, são os famosos MSR. Traduzindo: Momentos Sem Razão! As vezes duram alguns segundos, as vezes chegam a permanecer por dois dias, uma semana! Bom, aí só uma mulher segura a onda da outra.

Você lembra nos tempos do colégio? Sempre havia uma amiga de quem a gente arrumava o cabelo, a outra que gostava da nossa blusa azul, que deixava o peito lindo, aquela que já era maravilhosa e a gente ficava olhando, não por inveja, mas por admiração. A gente andava de mãos dadas, dávamos risada de qualquer coisa, uma paquera nova era a conversa da semana, éramos carinhosas, nos abraçávamos com saudade, pois não nos víamos desde a hora do almoço do dia anterior.

Sabe de uma coisa, hoje adultas...Continuamos iguais, abençoadamente iguais.

Continuamos dando toques de beleza umas para as outras, nos abraçamos de saudade quando nos encontramos, um novo paquera é sempre assunto, enfim apenas sofisticamos o que era bruto.

Só uma amiga entende porque você deixou aquele partidão pelo motoboy. Só uma amiga entende o quanto é difícil quando você vai jantar com o seu novo namorado e a conta chega na mesa e você não sabe se oferece para rachar a conta, se dá uma de distraída, enfim esse é um momento muito delicado que só outra mulher entende.

Pense agora o que liga você a suas amigas, nas histórias em comum, enfim, mesmo que na tua história existam algumas traições, que você tenha sido machucada e não acredite mais em amizade, uma coisa você vai concordar comigo; Na maioria das nossas histórias sempre temos uma amiga ao lado, e mesmo que ela não seja ‘a melhor’ ela faz parte da sua vida e como você bem sabe, existem coisas, pequenas ou grandes, tanto faz, que só uma mulher pode entender a outra.