A menina gorda estava nervosa, em poucos minutos seria o centro das atenções, isso ela já estava acostumada, era muito elogiada pela família, que era imensa. Mas agora era diferente, ali, sentados para assisti-la estavam pessoas que ela nunca havia visto, era muita gente. Isso para um adulto já seria difícil, imagine para uma menina de 10 anos?!
Quando tão perdida me achei
“Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma”
(Chico Buarque de Holanda)
(Chico Buarque de Holanda)
Você grita o seu nome muito alto, num tom de desespero e do outro lado do seu ser escuta um eco te respondendo. Não existem paradas, atalhos, transtornos ou prazeres, apenas um enorme vazio interior.
As boazinhas acabam sozinhas
“Sou como um gato sem dono e sem raça
dentro de mim existe um mistério que fascina
E você...não tenha medo em me ver,
tenha medo de não me ter”
dentro de mim existe um mistério que fascina
E você...não tenha medo em me ver,
tenha medo de não me ter”
De nada adianta compreender, ser condescendente, pensar nele antes de você mesma, enfim. Acorda guria! Espere amar e ser amada, verdadeiramente, para se permitir essas coisas.
Pequena História

“Um homem vale tanto quanto ele estima a si mesmo”
Pedro era um menino tímido, era extremamente inteligente, tirava as melhores notas, tinha senso de humor também, ele sempre era o primeiro a rir de si mesmo, quase não tinha graça provocar Pedro, pois ele mesmo se detonava, sempre com humor. As meninas do colégio o achavam um charme, pois pro trás daqueles óculos quadradinhos, se escondiam lindos olhos castanhos, com cílios enormes! Ele tinha uma boca enorme e era um dos únicos a não usar aparelho. Era alto para sua idade e tinha ombros largos.
Que poder é esse?
O que você me diz

“É tão curto o amor e tão longo o esquecer”
Paul Geraldy
Paul Geraldy
Já reparou, em uma semana podemos estar podemos estar amando loucamente e depois de algum tempo, uma frase mal colocada, gestos carinhosos que se foram, um “cala a boca a boca” no lugar de um “por favor, agora não quero falar”. Enfim, de repente, o amor acaba. Você não quer mais estar ao lado daquela pessoa que um dia você nem sequer conseguia respirar sem a presença.
Porque o amor é tão curto?
Porque é tão difícil?
Porque o amor é tão curto?
Porque é tão difícil?
Então é isso?!
“O mundo é um espelho que reflete o que você vê! Você não gosta de X coisa, X coisa retribui não gostando de você”
Parece matemática, mas você acorda cinzenta e o mundo, mesmo no verão mega quente e ensolarado, está completamente cinza e fechado para você. Você pode parar e pensar, mas isso não é justo, na maioria das vezes que estou cinza tenho motivos reais para isso, seria muito mais justo o mundo colaborar para a minha melhora!
Pois é, seria justo, mas quem disse que a vida é justa desse jeito?
Era uma vez...

O texto abaixo é um trecho da matéria "Era uma vez ..." da jornalista Caroline Rizzi, traz uma entrevista comigo e com outro profissional sobre a importância das fábulas no desenvolvimento infantil. A matéria foi publicada na Revista Regional de Outubro/09
A simples atitude de ler ou contar histórias para os filhos desde pequenos é essencial para o bom desenvolvimento intelectual e emocional deles Era uma vez uma princesa chamada Cinderela, que, mesmo sofrendo com as maldades cometidas por sua madrasta e suas irmãs, descobriu que os sonhos podiam se tornar realidade se ela acreditasse que assim seria. Não muito longe dali, Chapeuzinho Vermelho, uma menina meiga e inocente, aprendia a lição de que não devia confiar em estranhos depois de ser enganada por um lobo mau. Enquanto isso, no âmbito mais rústico de uma floresta, Tarzan dava um verdadeiro exemplo de como o homem pode viver em harmonia com a natureza.
Pode parecer apenas fantasia, mas histórias como essas representam um papel importantíssimo para a sociedade que vai muito além do que simplesmente fazer criança pegar no sono. Quem afirma é Fátima Repanas, terapeuta floral, que tem especialização em comportamento humano. Ela acredita que os contos e as fábulas podem influenciar na formação do caráter de uma pessoa. “Uma criança absorve tudo o que vê e escuta como seus reais valores. Como nestas narrativas se destacam o amor, a lealdade, amizade, caridade e até mesmo humildade, ela assimila isso tudo de uma forma divertida e colorida como algo que quer ter para si”, explica.
E Fátima não é a única a pensar desta maneira. Mário Battisti, terapeuta ocupacional há 23 anos, defende que a educação pela palavra é um fundamento da vida humana. “Ao contarmos uma fábula para uma criança estamos propondo, além do desenvolvimento do vocabulário, o enriquecimento do universo interior, uma vez que, por meio de personagens, encontramos vários feixes alternativos de ação que nascem para fazer frente às barreiras que a peripécia da história apresenta”, complementa.
Em outras palavras, as histórias também podem ser tomadas como estímulos para a superação de dificuldades que surgem durante a infância. Um caso específico é o enfrentamento dos medos, tanto os comuns como aqueles que ultrapassam os limites da normalidade, gerando traumas. A terapeuta floral retoma a tese da associação que a criança faz com determinados enredos para mostrar que, conhecendo estas histórias, terá em mente que por mais problemas por quais esteja passando, haverá uma recompensa no final de tudo: a felicidade. Para Battisti, a ajuda nestes casos está principalmente no fato de que as fábulas podem dar mais fluidez ao pensamento de quem obteve o trauma. Pensamento este que, antes, havia se tornado repetitivo em razão do sofrimento.
Proporcionar a imersão no mundo dos contos pode ser, ainda, uma alternativa de tratamento para crianças com padrões hiperativos. Fátima Repanas revela que nestes casos a contação de histórias é como um treino para o aprendizado de escutar e alcançar, posteriormente, o prazer do conhecimento. Mas o terapeuta ocupacional faz a ressalva de que é preciso ter cuidado com a entonação da voz e com os estímulos visuais que são ofertados. “Essa atividade, portanto, deve ser orientada por profissionais capacitados. Ao contrário, ela pode se tornar gatilho do comportamento hipercinético e da mudança do foco de atenção”, alerta Battisti.
Para ler a matéria na integra vá para o site da revista
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